Técnicas
  1. Inseminação artificial
    O objetivo da inseminação artificial é depositar os espermatozóides, após um processo de melhoramento, no local onde normalmente ocorre a fecundação (nas trompas).
    Habitualmente, a mulher utiliza medicamentos na inseminação para que se obtenha um maior número de óvulos.
    A ovulação é controlada através de exames de ultra-som para que se possa determinar o momento preciso da realização do procedimento.
    Para realizar a inseminação é necessário que a mulher possua pelo menos uma trompa saudável.
    Os casais que se beneficiam desta técnica são os que apresentam alterações no muco cervical, infertilidade inexplicada e alterações leves no esperma.
  2. Capacitação do sêmen em homens HIV positivos:
    A técnica de capacitação do sêmen em homens HIV positivos revolucionou o tratamento dos casais em que o homem é HIV positivo e a mulher HIV negativa, que não permitiam que tivessem uma gravidez segura através de uma relação sexual. A técnica consiste em purificar o sêmen através de lavagens com meio de cultura para obtermos uma concentração de espermatozóides que será analisada através da técnica de PCR (do inglês Polimerase Chain Reaction, reação em cadeia da polimerase) que identificará a presença de RNA e/ou DNA do vírus HIV.
    Quando a PCR demonstra que a amostra é isenta do vírus, a mesma é utilizada para inseminação artificial ou ICSI como uma opção para estes casais.
  3. Fertilização "in vitro"
    A fertilização "in vitro", conhecida popularmente como "bebê de proveta", é a técnica de reprodução assistida mais usada em todo o mundo, tendo já nascido mais de 1 milhão de crianças provenientes desta técnica.
    De maneira simples, na fertilização "in vitro" a mulher utiliza medicamentos para produzir um maior número de óvulos, sendo que o controle do desenvolvimento destes é feito com exames de ultra-som.
    A coleta dos óvulos é feita através de uma punção pela via vaginal, guiada pelo ultra-som, sendo necessária, para maior conforto da paciente, uma sedação. Ainda assim, a mulher permanece apenas algumas horas no hospital.
    Os óvulos coletados são colocados num meio adequado, juntamente com os espermatozóides, numa incubadora e dois dias depois são transferidos para o útero da paciente com uma cânula especial.
    Habitualmente, o número de embriões transferidos para o útero não deve exceder a quatro, com o objetivo de se evitar a gestação múltipla. Os embriões excedentes devem ser congelados para uma posterior transferência, não sendo permitido pelo Conselho Federal de Medicina que estes embriões sejam desprezados em nenhuma circunstância.
    As gestações obtidas através das técnicas de reprodução assistida apresentam os mesmos riscos de uma gestação natural. Da mesma maneira, os riscos de malformações fetais não diferem dos da população em geral. Apesar da fertilização "in vitro" ter sido desenvolvida para tratar aqueles casais cujo principal problema são danos nas trompas, a técnica se tornou útil para aqueles com endometriose ou mesmo nos casos sem causa aparente.
  4. Micromanipulação
    A técnica de micromanipulação, desenvolvida há poucos anos, revolucionou o tratamento dos casais em que o homem apresenta alterações severas no esperma ou a mulher, com defeitos no óvulo que não permitam a fertilização pelo espermatozóide.
    Através de microscópios especiais e micromanipuladores, um único espermatozóide é injetado dentro de um óvulo através de uma agulha cerca de sete vezes mais fina do que um fio de cabelo (ICSI).
    Esta técnica é usada não apenas para aqueles homens com baixo número ou qualidade dos espermatozóides, mas também para aqueles que não possuem nenhum espermatozóide no sêmen.
    Nestes casos, o espermatozóide é recuperado do epidídimo (um canal logo após a saída do testículo) ou mesmo do testículo através de uma biópsia.
    Por outro lado, o Centro de Reprodução Humana Prof. Franco Junior é pioneiro na América Latina na obtenção de gravidez com a micromanipulação de espermatozóides obtidos do testículo.
    Na micromanipulação, o processo de estimulação da ovulação e captação dos óvulos é feito de maneira semelhante ao da fertilização "in vitro".
  5. Super-ICSI
    Com o objetivo de melhorar as taxas de sucesso nos programas de reprodução assistida, o CRH Prof. Franco Junior
    implantou um dos mais modernos métodos não invasivos de seleção de gametas, realizado em tempo real, no momento da fertilização, o SUPER-ICSI.
    Através de um microscópio equipado com um sistema de lentes de alto poder de resolução, é possível avaliar, com precisão, as características do núcleo, do pescoço e da cauda dos espermatozóides.
    Nos últimos meses, a equipe  do CRH vem utilizando a técnica em todos os procedimentos
    realizados na clínica e os resultados iniciais têm sido muito promissores, pelo fato de somente
    os espermatozóides de melhor qualidade morfológica serem utilizados no processo de fertilização.
    A novidade permite amplificar a imagem dos espermatozóides de 8.500 até 12.500 vezes.
    O SUPER-ICSI tem permitido selecionar com precisão os espermatozóides com morfologia
    perfeita, acarretando um aumento nas taxas de gestação e uma diminuição no número de abortos.
    O Centro de Reprodução Humana Prof. Franco Jr, pioneiro na América Latina no desenvolvimento
    desta tecnologia, tem confirmado estes resultados, principalmente em casos de falhas de
    tratamento de infertilidade por FIV e/ou ICSI.
  6. OCTAX ICSI Guard
    Consiste na injeção de um espermatozóide dentro do citoplasma do oócito com o auxílio de um sistema computadorizado que permite visualizar por birefrigência o interior do óvulo no momento da realização da ICSI.
    Esta tecnologia envolve um microscópio com luz polarizada e um conjunto de filtros especiais que permitem um contraste de imagem diferenciado. Com este contraste é possível visualizar uma organela específica no óvulo (o fuso meiótico). A visualização do fuso meiótico durante a injeção do espermatozóide dentro do óvulo aumenta a fertilização e conseqüentemente o número de embriões formados, permitindo a escolha do melhor embrião que será transferido para o útero da paciente.
  7. Laser - Assisted Hatching
    O Centro de Reprodução Humana da Fundação Maternidade Prof. Franco Junior foi pioneiro no Brasil no uso da técnica do laser. Esse procedimento produz um afinamento ou uma abertura na zona pelúcida que envolve os embriões, e conseqüentemente, facilita sua fixação no útero, aumentando as taxas de gestação.
    De uma forma geral, benefícios com a aplicação do laser sobre a zona pelúcida podem ser evidenciados em 3 grupos de pacientes: I - pacientes que tiveram diversos resultados negativos para gravidez com as técnicas de reprodução assistida; II - aquelas que descongelaram seus embriões excedentes para solucionar seu problema de infertilidade; III - pacientes com idade ≥ 37 anos que habitualmente costumam apresentar embriões com a zona pelúcida mais espessada que o normal.
  8. Diagnóstico Genético Pré-implantacional (PGD)
    O Diagnóstico Genético Pré-implantação é uma forma precoce de diagnóstico pré-natal realizado com objetivo de prevenir doenças genéticas antes que a gestação tenha se estabelecido. É realizado por uma equipe multidisciplinar, associando os métodos utilizados em reprodução assistida (FIV, ICSI e biópsia de blastômero) às técnicas de investigação genética (citogenética e biologia molecular). A biópsia do embrião (quando o mesmo possui entre 6 e 10 células) permite o estudo genético de uma única célula, possibilitando a transferência de embriões normais para as características testadas. O PGD é indicado para casais com alto risco para alterações cromossômicas numéricas (aneuploidias) ou estruturais (translocações/inversões) e para determinadas doenças monogênicas.
  9. Criopreservação de embriões
    A primeira gestação através de embriões criopreservados ocorreu em 1983, na Austrália.
    Com o passar dos anos vários avanços ocorreram nesta área com subsequente melhora dos resultados.
    Durante o processo de criopreservação de embriões existem fatores críticos como: idade da paciente, número e qualidade dos embriões criopreservados.
    Existem duas etapas durante o processo de criopreservação de suma importância para obtenção de bons resultados:
    - Congelamento: a escolha do crioprotetor adequado ao estágio de desenvolvimento celular e o programa de congelamento é fundamental para o processo de desidratação o qual deve ocorrer lentamente, evitando assim a lise da célula.
    - Descongelamento: o processo de reidratação celular deve ocorrer gradativa e lentamente, para obtenção da sobrevida celular.
    O sucesso na transferência de embriões criopreservados aumentaria a eficácia final de um único ciclo de estimulacão ovariana, diminuiria o risco de gestações múltiplas (devido ao grande número de embriões transferidos a fresco).
    O nosso primeiro nascimento após o processo de criopreservação de embriões foi em 1995.
    Atualmente 56% das pacientes que realizam ciclos de Reprodução Assistida em nosso serviço, possuem embriões excedentes para o programa de criopreservação, das quais 24% engravidam após o processo de descongelamento, com estes resultados atingimos em nosso serviço um acréscimo 7.6% de gravidez por ciclo de tratamento iniciado.
  10. Doação de óvulos
    Este tratamento é destinado às mulheres que apresentam menopausa prematura, perderam os ovários através de cirurgias, possuem doenças hereditárias, apresentaram falhas no processo de fertilização "in vitro" ou mesmo àquelas que entraram na menopausa em uma época normal, porém desejam uma gravidez.
    Nesta técnica, a paciente utiliza hormônios para preparar o útero de forma a receber adequadamente os embriões.
    As receptoras recebem óvulos de doadoras anônimas que não são remuneradas por essa doação.
  11. Doação de esperma
    Existem homens que não apresentam nenhum espermatozóide no esperma ou mesmo no testículo.
    Nesta circunstância, o casal poderá optar pelo banco de esperma.
    Na doação de esperma preserva-se o anonimato do doador e do casal infértil.


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